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“… de ponta cabeça pode ser seu lado certo”

Por Brenda Taylor (@brenda.taylor.92)

Fiquei pensando muito em como começar o meu primeiro texto aqui no Inspirando Sonhos. E bom, depois de muito pensar, o óbvio me atingiu. Começo pelo começo e o começo começa em mim.

Eu sou a Brenda, tenho 25 anos, sou formada em Comunicação e Multimeios, e atualmente trabalho com design e fotografia. Porém, nesse texto deixarei minha trajetória profissional de lado pra focar em algo que acredito que mova a todos nós colaboradores e vocês, leitores do Inspirando, hoje vou falar sobre sonhos.

Sempre fui uma criança instigada a sonhar, sonhava com castelos do País de Gales, com o dia em que teria todos os cachorros do mundo (ok, com isso ainda sonho), sonhava em ter três filhos – como minha mãe teve – e claro, em ganhar a vida brincando de Barbie. Cresci com muita energia e cada hora buscava uma coisa diferente, foi natação, kung fu, ginástica olímpica, natação (por que eu ainda insisto em natação?) e circo. Na verdade, nunca foi circo, mas sempre foi circo. Confuso né?

Vou tentar explicar melhor…

Por algum motivo que não sei explicar bem, eu falava pra todo mundo que queria fazer aulas de circo. Não posso dizer que eu sabia bem como era uma aula exatamente, nem que fazia aquele tipo fanática pelo picadeiro, mas passar boa parte do tempo de cabeça pra baixo sempre me pareceu uma boa ideia.

E bom, por outro motivo que também não sei explicar, eu nunca fiz essas aulas, nunca fui atrás, mas ao mesmo tempo, sempre tive a clareza de que iria, em algum momento, eu definitivamente iria.

E esse momento chegou, e foi esse ano, em 2017. Após acabar a faculdade decidi que faria coisas que precisava fazer, o circo era uma delas. Foi numa quarta-feira de Carnaval que pisei no galpão pela primeira vez.

Ok, tá esperando uma super situação fantástica, uma coisa meio encontro de almas, né? Bom, não foi assim, mas foi muito bom e me fez voltar, todas as segundas e quartas, nos dias de chuva, nos dias de frio, eu sempre queria voltar.

A verdade é que nunca tinha me deparado com um ambiente como aquele, sem competição, com pessoas maravilhosas, com um professor exemplar que me fez entender o porquê de estar ali. No circo eu aprendi a elogiar e a receber elogios, aprendi a ensinar e ajudar quem precisasse, aprendi a torcer, a me superar e superar meus medos, a entender a dor (e como doeu!) e a enxergar um sentido para tudo que fazia. A minha querida e maravilhosa professora de Yoga que me perdoe, mas foi lá que realmente aprendi a meditar.

Ok, ainda tá esperando o encontro de almas, né? Bom, ele aconteceu, mas aconteceu de outra forma.

Esse encontro aconteceu no dia que decidi subir numa coisinha redonda pendurada no teto, a qual eu nunca dei a menor bola, chamada lira.

Fica muito brega se eu disser que, de repente eu poderia passar todos os meus dias em cima desse negócio redondo, feito de ferro?

Mas foi assim. E é assim e, pelo visto, sempre vai ser assim. Eu encontrei a minha lira e, no meu caso, ela é uma lira mesmo, mas nem sempre é. Não posso dizer que esse encontro é fácil, ou qualquer coisa parecida, mas acho que quando a gente encontra, a gente sabe.

E o que eu quero dizer com tudo isso é que nem sempre sabemos como vai ser a caminhada, mas o caminho… Bom, acho que esse, no fundo, a gente também sempre sabe. E que, de repente, de ponta cabeça pode ser seu lado certo.

 

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