Alimente sua alma. Inspire Sonhos!
Telefone

Por Jean Mello

“Exalando Esperança” é um dos livros de minha autoria. Em breve terá nova edição da publicação. Novo projeto gráfico e nova linha editorial.

Divulgo por aqui uma música, completamente instrumental, que compus enquanto estava escrevendo o livro. Junto com ela alguns passos que tenho dado nessa minha nova fase enquanto escritor.

Algumas pessoas de maneira bem respeitosa me perguntam se estou trabalhando em novas músicas e novos livros.

Tenho um conjunto de músicas inéditas compostas. Elas dariam alguns discos, obviamente se fossem bem trabalhadas. Mas não pretendo seguir mais carreira musical. Interpretada por mim essa é a última música que vou lançar.

Parceria Inspirando Sonhos e Projeto Raízes, disseminando histórias e literatura na comunidade periférica do Sambizanga na cidade de Luanda.

Parceria Inspirando Sonhos e Projeto Raízes, disseminando histórias e literatura na comunidade periférica do Sambizanga na cidade de Luanda. Imagem: Isidro Sanene

 

Agora é só escrita e empreendedorismo.

Nesse exato momento estou trabalhando em dois livros, um de crônicas e outro de poesia, além de ser editor do portal Inspirando Sonhos.

Chamam-me de poeta, mas nunca publiquei um livro de poesia.

Esses dias um líder religioso de grande expressão me disse que tenho de escrever alguns romances. Ao ler o “Fim de Tarde”, foi isso que ele enxergou. Nunca havia pensado na hipótese.

O caminho para que um escritor se profissionalize no Brasil é de muita garra, perseverança. Entre um escrito e outro a inspiração só chega depois de muita dedicação. Geralmente ela não escolhe hora. Nesse sentido que acredito que inspiração, pura, é mito. Ela só chega depois de muitas análises, estudos, pesquisa.

Antes eu não utilizava blocos para anotar ideias, elas ficavam todas na alma, na força da consciência e na obscuridade do inconsciente. Meus livros e lampejos de ideias eram executados assim, apenas com a força da memória e com o conhecimento do corpo. Sim, acredito que o saber também está no corpo, é acumulado através de experiências, brincadeiras, vivências, expressões inúmeras.

Agora, sempre anoto o que penso, mesmo quando estou nas ruas entre um compromisso e outro. Novas ideias, maneiras inusitadas de encará-las.

Crianças Africanas

Levando literatura na periferia de Luanda. Levando sonhos, uma nação forte é aquela que prioriza a educação. Um projeto com o escritor brasileiro Jean Mello. O escritor forneceu livros de graça para a comunidade periférica do Sambizanga na cidade de Luanda. Literatura nos musseques de Angola. Para algumas crianças com quem conversei é a primeira vez que recebem livros de um escritor. São crianças do horizonte e portanto merecem uma atenção especial dos artistas e escritores angolanos. Antes de qualquer coisa precisamos entender que somos todos seres humanos. Não é por dinheiro ou ideologias que podem nos separar, somos todos seres humanos. Se o outro tem fome também eu tenho, estamos juntos nessa meu povo. O outro é meu irmão, não é um desconhecido. A mesma fonte que me alimenta, devo saber compartilhar. Isso significa ser humano. (Isidro Sanene)

Como muitos que acompanham meu trabalho já sabem, meus escritos estão atravessando fronteiras. Mas só recentemente recebi registros de imagens disso, algumas, inclusive ainda não divulgadas.

Sonho, escritos de minha autoria, ainda de maneira tímida, chegaram nos Estados Unidos, países europeus e, agora, especialmente, em países africanos, principalmente de língua portuguesa. É hora de traduções, projetos estão em andamento.

Esse é o escritor angolano Carlos Pedro. Ele mora em Luanda. Que maravilha saber que a mensagem está chegando tão longe. Nunca pensei.

Esse é o escritor angolano Carlos Pedro. Ele mora em Luanda. Que maravilha saber que a mensagem está chegando tão longe. Nunca pensei.

Antes apenas leitor, agora mais leitor ainda e também escritor. Colocando no papel pensamentos que inspiram pessoas no Brasil e em outros países.

Fique agora com trechos da crônica que abre o livro, Exalando Esperança e com a música de mesmo nome.

Experimentando disparidades de vida, valorizando quase que ao extremo a supremacia de existir desse lado – ao menos sei que dar importância a cada dia, cada segundo, como se fosse o último, é no mínimo prudente.

Sabendo da beleza e do perigo das palavras, principalmente as que têm o poder hipnotizante de enganar, para não cair no erro de dizer muito antes de escutar mais ainda.

Com um sorriso horripilante e deixando de lado os passos errados, perniciosos, do tempo que se vai sem que se possa perceber. 

Tentando falar de coisas pesadas de um modo mais leve. Tenho mais perguntas que res­postas. Um menor número de afirmações equivo­cadas. Muito ainda tenho de aprender nessa ines­perada caminhada. Tenho em mim a certeza de que nada sei.

Transposições de outro amanhecer. O rom­per da miserabilidade da alma perdida nos encantos mundanos da falta de poesia. Plenamente satisfeito e ao mesmo tempo em busca de satisfação. Fonte inesgotável de utopia. 

… Ainda exalando esperança, lógico que sem a inocência de achar que todas as pessoas querem realmente um mundo melhor.

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