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Telefone
Fotografia e Canto, as artes da minha vida

Job Vinci, paulistano, 36 anos.

Sou fotógrafo e cantor lírico. Mas como assim? Dá pra levar as duas carreiras juntas? Sim, claro que dá. Saiba como tudo aconteceu. É importante ressaltar que na minha vida, sempre tive duas atividades paralelas. Não porque corri atrás disso, mas porque a vida me ofereceu essa condição. E como um bom capricorniano que sou, enfrentei esses desafios de muito bom grado.

A vontade de ser fotógrafo se mostrou quando eu ainda era um adolescente. Lá pelos meus dezesseis anos, assistia ao Planeta Terra, que é transmitido pela TV Cultura até hoje. Ficava fascinado com aquelas imagens lindas. E dizia pra mim mesmo: um dia serei cinegrafista e fotógrafo pra captar imagens assim. Um resquício que talvez veio de herança do meu pai, que também já trabalhou com fotografia, e da minha mãe, pintora e artista plástica.

Paralelamente, eu trabalhava como entregador de pizza para ajudar a custear meus estudos. Em uma das entregas num prédio, tive que gritar do portão, pois o interfone estava quebrado. Era um apartamento no décimo andar. Não é que saiu um belo grito! Nesse momento pensei: caraca, tenho algo que posso explorar nesse sentido.

Estava prestes a iniciar o ensino médio. Não tinha a menor ideia do que fazer. Como eu tinha um pouco de talento para desenhar, meus pais me ajudaram a escolher o curso de Propaganda e Marketing na Escola Técnica Oswaldo Cruz, em que desenvolveria um pouco mais meu talento para o desenho e, junto com o ensino convencional, já sairia pronto para exercer uma profissão. E foi o que aconteceu. Durante o curso, comecei a estagiar em uma agência de publicidade.

Na mesma época, aqui no Brasil, tocavam nas rádios as músicas de Andrea Bocelli, do álbum Romanza, lançado em 1994. Comecei a imitá-lo. Percebi que, mesmo sem ter nenhuma influência do canto lírico na minha família (somente alguns resquícios também do meu pai, por ele ter tentado ser cantor e ouvir muita MPB e música sertaneja), eu também poderia conhecer e explorar esse mundo novo da música.

Com dezenove anos, entrei num conservatório para fazer aulas de canto e ser integrante do Coral. Também fiz o teste na Escola Municipal de Música de São Paulo e passei na primeira lista, somente com dois meses de aulas de canto.

Depois de formado, a publicidade seria um caminho que percorreria pelos próximos dezoito anos. Sempre no departamento de criação, comecei como estagiário e acabei como Diretor de Arte. Por causa da publicidade, parei de estudar canto. Fiquei uns oito anos sem me dedicar à música. Foi quando aos vinte e oito anos, decidi retomar os estudos musicais. Fiz aulas particulares e prestei mais uma vez a Escola Municipal de Música de São Paulo. Entrei novamente na primeira chamada!

Mas, como a gente não conhece tudo o que a vida nos reserva, uma mudança muito grande aconteceu e tudo tomou outro rumo.

Em junho de 2014, com 33 anos, perdi meu pai. No mesmo ano, poucos meses depois, descobri que seria pai. De gêmeas! Minhas filhas nasceram em 2015. Logo que elas vieram ao mundo, ainda trabalhava numa agência, trabalhava em eventos musicais e estudava canto com o intuito também de me formar nessa área. Estava tudo muito corrido, mas precisaria dar atenção à minha mulher e as pequenas pessoinhas que iríamos receber na nossa família. Resolvi parar com tudo. A princípio vivenciaria esse tempo sabático por seis meses, o que acabou se estendendo por um ano.

Durante esse período, aconteceu algo mágico. Acredito que minhas pequenas trouxeram muito mais que amor pra minha família. Elas me deram coragem pra mudar de uma profissão que me dava um bom retorno financeiro, mas não me fazia nem um pouco feliz.

Parei de trabalhar definitivamente com a publicidade e de estudar música. Decidi voltar para o meu sonho de infância: a Fotografia!

Minhas filhas foram peça fundamental para me ajudar a migrar para aquilo com que eu sempre sonhei, que era o meu elemento-chave e não sabia.

Sempre fotografei como amador, mas com essa decisão, resolvi me profissionalizar e me matriculei no curso profissionalizante do IIF (Instituto Internacional de Fotografia). Logo que me formei, já iniciei meus trabalhos profissionais. Abri meu Studio para o mercado no dia 02/09/2016, aos 35 anos, em homenagem ao meu pai já falecido que fazia aniversário nessa data.

Mesmo sem ter terminado meus estudos na música, continuei cantando. Já me apresentei em diversos teatros, inclusive no Teatro Municipal de São Paulo, integrando o coro lírico na ópera Lohengrin, de Wagner.

Meu início na fotografia foi cheio de dúvidas, insegurança e medo. Lembra que escrevi sobre a descoberta do meu elemento-chave? Segundo o livro de Ken Robinson, “O Elemento-Chave”, é o ponto de encontro entre aptidão natural e a paixão pessoal.

Durante esse primeiro ano, montei meu escritório de fotografia e, mesmo em tempos de crise, os trabalhos estão aumentando com clientes satisfeitos e felizes com o trabalho que tenho realizado.

Na música, continuo cantando em casamentos e eventos. Ela está na minha alma e faz parte da minha essência. O dom que Deus me deu na música é o que me faz sentir amor e respeito por ela. Isso me move com uma força incrível, porque também por meio dela, consigo levar algo de bom para as pessoas.

Tanto na fotografia, como na música, recebi muitos nãos. Já fui ignorado, já errei, fiz coisas pelas quais me arrependi, fiquei com dúvidas. Os erros e acertos continuam, mas aprendi muito com tudo isso. O tempo e a maturidade das experiências ajudaram a me tornar um cara melhor e centrado.

O mais importante é que descobri na minha família um porto seguro para receber toda a ajuda e incentivo que preciso para continuar na luta. Tudo isso me trouxe a um estágio que consigo alimentar minha mente e minha alma todos os dias com persistência, foco, fé e muito amor!

Minha eterna gratidão aos meus pais, minha esposa, amiga e incentivadora Giovana, minhas filhas lindas Letícia e Natália e a todos os amigos e pessoas que me apoiam na estrada da vida.

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