Alimente sua alma. Inspire Sonhos!
Telefone
Imagem: Pablo Bernardo

Imagem: Pablo Bernardo

A natureza é uma grande inspiração, as paisagens, as estradas, as fases do sol e da lua. Existe música em tudo!

Sou de Itabira, interior de Minas Gerais, e há onze anos resido em Belo Horizonte. Mudei de Itabira para buscar estudo, trabalhos, contatos na arte. Nisso, acabei ganhando grandes parcerias de arte e de vida. De Itabira veio toda a poesia que corre em minhas veias e todas as minhas primeiras experiências na arte. Isso me acompanha sempre. Em BH desenvolvi um olhar sensível, me formei e comecei de fato a viver de arte, um caminho difícil, mas do qual não consigo me ver sem. Os aprendizados vividos nas duas cidades permanecem comigo em trânsito, estou sempre nessa ponte entre a capital e a cidade natal.

Na infância, minha brincadeira preferida era fazer canções com meu ‘radinho’ gravador de fita para ouvir depois. Eu ficava horas sozinha assim, cantando, gravando, pintando, desenhando, fazendo cenas de teatro e chamando a família pra assistir. Minha trajetória artística sempre veio traçando um paralelo entre a música e o teatro. Fiz minha primeira participação na música ainda criança no CD “Nem Tudo É Verdade”, de Tony Primo, em 1994, com shows no Rio de janeiro e em Itabira por ocasião do lançamento.

Imagem: Jenfs Martins Para ver o novo clipe de Maíra, clique aqui.


Imagem: Ana Paula Castro e Gabriela Kina.  Para ver o novo clipe de Maíra, clique aqui.

Aos doze entrei para o teatro, onde redescobri o canto junto a um trabalho cênico e corporal. Mais tarde, aos catorze anos, tive a minha primeira banda de rock autoral ao lado dos amigos itabiranos João Jardel, Rodrigo e Marina. Foi muito bacana essa fase e o exercício da composição estava presente mais uma vez.

Aos dezesseis, resolvi estudar teatro no Galpão Cine Horto (Belo Horizonte) e depois com o Grupo Ponto de Partida (Barbacena). Nessa época, integrava o projeto Mineirada, fiz shows em Minas Gerais e Portugal.

Comecei a trabalhar aos dezessete no projeto Meninos de Minas que foi uma grande influência na minha música, trazendo os ritmos afromineiros e me aproximando de Maurício Tizumba, com quem passei a trabalhar no Grupo Tambor Mineiro e em espetáculos teatrais como “O negro, a flor e o rosário” e “Galanga, Chico Rei”, de Paulo César Pinheiro com direção de João das Neves e direção musical de Titane.

Ainda não viu o novo clipe da artista que bebe na fonte do Clube da Esquina?

Imagem: Ana Paula Castro e Gabriela Kina

Ainda não viu o novo clipe da artista que bebe na fonte do Clube da Esquina?

Tenho muitas influências, pois desde bem nova estive em contato com diversos sons por incentivo dos meus pais. Voltando um pouco na memória chego aos discos que mais ouvi quando pequena, entre eles, o álbum “Circuladô Vivo” do Caetano Veloso; “Monjolear” do Dércio Marques e Doroty Marques; “Sá Rainha” da Titane, “Bisnetos” da Família Alcântara Coral Afro; clássicos de Michael Jackson e The Jackson’s 5.

Daí em diante vão se somando várias influências sonoras sejam artísticas ou despertadas por vivências no candomblé, na umbanda, no espiritismo kardecista, em uma cidade do interior repleta de poesia e ludicidade ou na capital repleta de informações e diversidades.

Em 2010, comecei a apresentar o meu trabalho autoral com os shows Flor do Dia e Prosa de Gangas. Em 2012, participei como cantora e compositora do show “Sins – Brasil e Portugal”, com direção musical e participação do maestro Jaime Alem e de Nair Cândia.  Em 2011, concluí a formação em Canto na Bituca – Universidade de Música Popular e o curso de Teatro na Escola de Belas Artes da UFMG, em 2016.

Desde 2006 me apresento sempre no meio do ano em Portugal e na Espanha, com projetos de Cleber Camargo e com o meu trabalho autoral. Já circulei com arte também pela Alemanha e Estados Unidos. Atualmente, integro o Grupo Tambor Mineiro, a enRede – Rede Internacional de Municípios pela Cultura, o coletivo IMuNe- Instante da Música Negra e estou em circulação com meu primeiro disco “POENTE e outras paisagens” lançando em dezembro de 2016.

“POENTE e outras paisagens” é meu álbum de estreia e nele reúno uma profusão de estilos e influências, trazendo toda a minha verdade do início ao fim. O álbum traça um paralelo entre o ancestral e o contemporâneo, isso se reflete no disco por ser algo também presente na minha vida. Gosto muito de escrever, algumas das músicas nascem primeiramente na poesia e só depois ganham melodias.

Vivo as questões de uma sociedade pós-moderna, com um olhar aprofundado nas raízes e nas tradições orais. Trago aprendizados que vêm das mulheres matriarcas da minha família e também da minha irmã mais nova. Tudo é uma coisa só e reflete no meu trabalho enquanto estética, conceito, estilo.

As minhas músicas trazem o lugar de enunciação da mulher, sobretudo da mulher negra, do nosso cotidiano, das alegrias, das tristezas, dos amores, das lutas, de liberdade, dos olhares sobre o mundo.

Aguarde a segunda parte da entrevista, em que Maíra Baldaia se debruça sobre o seu trabalho mais recente “POENTE e outras paisagens”.

Entre em contato com Maíra Baldaia:

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