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Sobre “Fim de tarde” de Jean Mello

Por Cintia Machado

O que está oculto entre o dia que ilumina e a noite que termina? Alguns retratos de acontecimentos, de sonhos, desejos e sofrimentos.

As crônicas do autor nos levam para as ruas da periferia, sentimos na pele a desigualdade que sobe as ladeiras, a falta de oportunidade escrita nos bueiros, o racismo espalhado como um câncer. Os relatos são duros e ásperos, como o chão da própria vida.

Tento encontrar as palavras certas, mas percebo que é algo impossível “as palavras que me cercam querem apenas me enganar”.

Quero abrir os olhos e enxergar a triste realidade do outro, perceber todos os sonhos que foram quebrados e encontrar a esperança que caminha solitária.

Desejo o olhar triste do poeta e as lágrimas que correm por sua face. “Só não ficaria triste se fechasse meus olhos e me convencesse de que nada está acontecendo”.

Caminhamos de modo invisível, minhas pernas seguem por um caminho que eu desconheço, esbarro no lixo e sigo em direção ao nada.

As palavras do autor são como um grito desesperado por liberdade. Acompanho-te nessa luta e quero chegar do outro lado do rio, anseio para que todos tenham a liberdade de caminhar por uma trilha segura e florida.

Os últimos raios do sol sempre acalmam nossos corações, assim é marcado também “fim de tarde”, com raios singelos de esperança. “O impossível talvez não faça parte de mim, mas ele me toca”.

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